domingo, 29 de novembro de 2009

Teste de avaliação - correcção e os seus critérios


Aqui vai a correcção:

CRITÉRIOS DE CORRECÇÃO

Questionário A
Pergunta 1
O aluno refere que o Fidalgo, depois de chegar ao cais, se dirige à barca do Inferno, onde se recusa a entrar; seguidamente, vai à barca da Glória, onde lhe é recusada a entrada; por fim, regressa à barca do Inferno e entra.

Pergunta 2
O aluno identifica a cadeira, o manto e o Pajem e explica que a sua função é integrar a personagem numa classe social e simbolizar os seus pecados (ou especifica os pecados de acordo com os objectos).
A cadeira simboliza o poder e a classe social; o Pajem a tirania e a exploração do pobre; e o manto a vaidade, a luxúria e arrogância.

Pergunta 3
O aluno explica os dois versos por palavras suas.
Vai imediatamente para o Inferno.
Pergunta 3.1
O aluno refere o eufemismo.

Pergunta 4
O aluno refere as seguintes acusações:
· o Fidalgo pensou que poderia viver a seu bel-prazer, ignorando as consequências;
· foi vaidoso, orgulhoso e arrogante;
· foi um tirano que maltratou os que estavam abaixo de si na hierarquia social.

Pergunta 5
O aluno refere o seguinte:
· o Fidalgo diz que tem quem reze por ele na vida terrena;
· alega o seu estatuto social de nobre;
· pede para voltar à vida terrena para consolar a mulher e a amante.

Pergunta 6
O aluno transcreve um dos seguintes exemplos:
· “Ó poderoso dom Anrique,/cá vindes vós? Que cousa é esta?”
· “Senhor, a vosso serviço”
· “e, chegando ao nosso cais,/todos bem vos serviremos”

Pergunta 7.1
O aluno transcreve apenas os versos
“Mandai meter a cadeira/que assi passou vosso pai”
sem erros e respeitando as normas de transcrição.

Pergunta 7.2
O aluno refere personagens tipo.

Pergunta 8
O aluno refere que o Pajem simboliza o povo desprezado e maltratado pela tirania do Fidalgo.

Pergunta 9
O aluno identifica os três tipos de cómico e justifica com coerência.

Pergunta 10
O aluno identifica o processo de formação de cada palavra.
«Embarcar»: palavra derivada por prefixação e sufixação;
«Maldito»: palavra composta por aglutinação;
«Tristura»: palavra derivada por sufixação e
«Recolha»: palavra derivada por prefixação.

Pergunta 10
O aluno responde correctamente a 11 ou 12 questões.
F; F; F; V; F; F; V; V; F; V; V; V.

Questionário B
A cada questão serão atribuídos 2 pontos, num total de 10.
1. «Expressar o que sente, o que teme e aquilo em que acredita»
2. «Expressão literária com a finalidade de ser representada perante um público»
3. «Todo um país, que se reflectia num espelho de vaidades»
4. «Corrigir os comportamentos através do riso»
5. «O seu sentido de humor que a todos tocava, até aos mais poderosos»

sábado, 21 de novembro de 2009

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Saúde - Gripe A


Meninos, nunca é demais relembrar os cuidados a terem com a gripe A. Esta chuva não ajuda nada!


video

E agora lê esta pequena história.
http://e-livros.clube-de-leituras.pt/elivro.php?id=onunoescapaagripea

sábado, 14 de novembro de 2009

Funcionamento da língua - denotação e conotação



DENOTAÇÃO (ou sentido denotativo/literal)
é o sentido real das palavras, aquele que todas as pessoas conhecem e que é igual para todos. Verifica-se quando as palavras são utilizadas sem intenções especiais ou sem sentidos secundários.

Denotação – Estes são os meus filhos.
A Lua é um satélite.


CONOTAÇÃO (ou sentido conotativo/figurado)
é um sentido figurado que damos às nossas palavras. Existe quando queremos dar um valor expressivo ao que dizemos. As palavras usadas significam uma coisa diferente daquela que as pessoas sabem. Será um significado secundário, o da nossa imaginação.


Conotação – Os meus alunos são como filhos, para mim.

Esta aluna está sempre na lua.

Lazer - Vivaldi - 4 Estações - O Outono

Acho que já é tempo de relaxares um pouco.Ouve esta música.

Lazer - Novembro


A frase do mês:

"O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada, Caminhando e semeando, no fim terás o que colher." (Cora Coralina)

Com Novembro chegaram as castanhas. Lembrei-me, então, de colocar umas receitas. Bom proveito!

receitas com castanhas

“Quentes e boas”, soa o pregão. A verdade é que a castanha presta-se a muito mais do que assar ou cozer. Vamos cozinhá-las com imaginação.

Castanhas salteadas com cogumelos
Batatas recheadas com castanhas
Tarte de castanhas e chantilly
Compota de castanhas
Pudim de castanhas


Castanhas salteadas com cogumelos

Castanha: 500 grBacon: 50 grMargarina: 50 grCogumelo: 80 grCebola: 1Sal: qbPimenta: qb
Preparação
Cozem-se as castanhas em água temperada com sal. Escorrem-se, descascam-se e reservam-se. Aloura-se o bacon cortado aos cubinhos numa frigideira. Depois de bem dourado, adiciona-se a cebola, finamente picada, e a margarina. Quando a cebola estiver transparente, juntam-se as castanhas e deixa-se alourar. Lavam-se os cogumelos e cortam-se em lâminas, juntando às castanhas. Tempera-se com pimenta e deixa-se saltear durante 10 minutos, mexendo de quando em vez.



Batatas recheadas com castanhas

Ingredientes
Batata: 1 kgCastanha: 200 grPinhão: 50 grNata: 1/2 chávenaManteiga: 80 grSal: q.b.Pimenta: q.b.
Preparação
Assam-se as batatas com casca, no forno. Quando frias, é-lhes retirada a polpa, reservando-a. Mistura-se a polpa, as castanhas em puré, a manteiga, o sal, a pimenta e os pinhões picados. Recheia-se a batata com este preparado. Leva-se ao forno, a gratinar, durante alguns minutos.



Batatas recheadas com castanhas

Ingredientes
Batata: 1 kgCastanha: 200 grPinhão: 50 grNata: 1/2 chávenaManteiga: 80 grSal: q.b.Pimenta: q.b.
Preparação
Assam-se as batatas com casca, no forno. Quando frias, é-lhes retirada a polpa, reservando-a. Mistura-se a polpa, as castanhas em puré, a manteiga, o sal, a pimenta e os pinhões picados. Recheia-se a batata com este preparado. Leva-se ao forno, a gratinar, durante alguns minutos.



Tarte de castanhas e chantilly

Ingredientes
Castanha: 250 grAçúcar: 250 grOvo: 4Baunilha: 4Chantilly: q/b
Preparação
Cozem-se as castanhas em água temperada com sal, descascam-se e passam-se.Ao puré obtido junta-se o açúcar, as gemas e as gotas de baunilha, bate-se tudo bem.Batem-se as claras em castelo e juntam-se e bate-se tudo bem para ligar.Unta-se uma forma rectangular com manteiga e polvilha-se com farinha, deita-se dentro a massa e leva-se ao forno a cozer.Corta-se a meio e recheia-se com chantilly depois de fria.



Compota de castanhas

Ingredientes
Castanha: 500 g Açúcar: 500 gBaunilha: q.b.Sal: q.b.
Preparação
Tira-se a casca das castanhas e levam-se estas a cozer em água temperada com uma pitada de sal até se desfazerem facilmente.Depois de cozidas, pelam-se e passam-se pela peneira ou “passe-vite”.Põe-se o açúcar em ponto de pasta, tira-se do lume, junta-se pouco a pouco ao puré de castanhas para não embolar, aromatiza-se com a baunilha e leva-se de novo ao lume deixando levantar fervura e mexendo sempre com uma colher de pau.Deita-se em frascos e, depois do doce estar frio, arrolham-se bem.




Pudim de castanhas

Ingredientes
Castanha: 1 kg Açúcar: 100 g Manteiga: 100 g Ovo: 5
Preparação
Deitam-se as castanhas descascadas, durante alguns minutos, em água a ferver até lhes sair a pele exterior.Fervem-se, então, com água adoçada, até cozerem bem. Passam-se pela peneira ou máquina de ralar amêndoa, misturam-se com a manteiga e o açúcar e levam-se ao lume, mexendo sempre até secar.Adicionam-se-lhes as gemas e as claras em neve. Despeja-se numa forma untada com manteiga e coze-se em banho-maria, durante quase duas horas.Serve-se com molho de baunilha ou de chocolate.

Lazer - Texto integral de O Principezinho de Saint-Exupéry





sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Lazer

Lembrem-se...


E agora, todos...

http://www.youtube.com/watch?v=8kdR7zOKKQQ

Propostas de leitura


Tens aqui uma proposta de várias obras, que poderás ler durante um tempinho de lazer...
http://aec.malha.eu/moodle/file.php/1230/LISTAS_LIVROS_200910/3o_Ciclo/9_sala.pdf

e aqui o resumo de vários livros (é só para abrir o apetite!...).É so carregar
http://www.micropic.com.br/noronha/resumos.htm

Funcionamento da língua - área vocabular - actividade

http://www.cardosolopes.net/Alunos/Disciplinas/LP/5Ano/actividades/areavocabular2.htm
http://www.cardosolopes.net/Alunos/Disciplinas/LP/5Ano/actividades/areavocabular1.htm

Funcionamento da língua - área vocabular


Área vocabular:
É um conjunto de palavras que se refere a um mesmo tema.
Exemplo:
À palavra «casa» estão associadas uma série de palavras, tais como:
telhas
chaminé
janelas
quarto de
banho
telhado
fechaduras
cozinha
escadas
portas
quartos
sala
floreiras, etc.

Funcionamento da língua - família de palavras - actividade

http://agsbmessines.sytes.net/web/passatempo/lpo/gra/familia_palavras.htm
http://www.eb1-lisboa-n183.rcts.pt/potatoes/potatoes2/port-fampalavras.htm
http://www.eb1-lisboa-n183.rcts.pt/potatoes/potatoes2/port-fampalavras.htm
http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/lp/2.4.familia2.htm

Funcionamento da língua - família de palavras


Chamamos família de palavras ao conjunto de todas as palavras formadas a partir de uma mesma palavra primitiva ou radical.
Por exemplo, as seguintes palavras pertencem à família da palavra água: aguar, aguadeiro, aguaceiro, aguaça, aguaçal, aguado, água-pé, aguardente, água-benta, desaguar, desaguamento, desaguadouro (entre outras).
Retirado de Ponto e Vírgula, 7.º Ano, de Constança Palma e Sofia PaixãoTexto Editora

Funcionamento da língua - interjeição - actividade

http://agsbmessines.sytes.net/web/passatempo/lpo/gra/interjeicao.htm

Funcionamento da língua - interjeição.


Interjeição

As interjeições são palavras invariáveis que exprimem estados emocionais, ou mais abragentemente: sensações e estados de espírito; ou mesmo, servem como auxiliador expressivo para o interlocutor, já que permite a ele a adoção de um comportamento que pode dispensar estruturas linguísticas mais elaboradas.
As interjeições podem ser classificados de acordo com o sentimento que traduzem. Segue alguns exemplos para cada emoção:
Alegria: oba!, viva!, oh!, ah!, uhu!, eh! , gol!, que bom!
Saudação: oi!, olá!, salve!, adeus!, viva!, alô!
Alívio: ufa!, uf!, ah!, ainda bem!, arre!
Animação, estímulo: coragem!, avante!, firme!, vamos!, eia!
Aprovação, aplauso: bravo!, bis!, viva!, muito bem!
Desejo: tomara!, oxalá!, queira deus!, oh!, pudera!
Dor: ai! ui!
Espanto, surpresa, admiração: ah!, chi!, ih!, oh!, uh!, ué!, puxa!, uau!, caramba!, putz!, gente!, céus!, uai!, horra!, nossa! (francês: oh lala)
Impaciência: hum!, hem!, raios!, diabo!, puxa!, pô!
Invocação, chamamento, apelo: alô!, olá!, psiu!, socorro!, ei!, eh!
Medo,terror: credo!, cruzes! uh!, ui!
Outros exemplos que não representam emoções:
Ordem: silêncio! alto! basta! chega! quietos!
Derivados do inglês: yes! ok!
Os principais tipos de interjeição são aqueles que exprimem:
a) afogentamento: arreda! - fora! - passa! - sai! - roda! - rua! -toca! - xô! - xô pra lá!
b) alegria ou admiração: oh!, ah!, olá!, olé!, eta!, eia!
c) advertência: alerta!, cuidado!, alto lá!, calma!, olha!, Fogo!
d) admiração: puxa!
e) alívio: ufa!, arre!, também!
f) animação: coragem!, eia!, avante!, upa!, vamos!
g) apelo: alô!, olá!, ó!
h) aplauso: bis!, bem!, bravo!, viva!, apoiado!, fiufiu!, hup!, hurra!, isso!, muito bem!, parabéns!
i) agradecimento: graças a Deus!, obrigado!, obrigada!, agradecido!
j) chamamento: Alô!, hei!, olá!, psiu!, pst!, socorro!
k) estímulo: ânimo!, adiante!, avante!, eia!, coragem!, firme!, força!, toca!, upa!, vamos!
l) desculpa: perdão!
m) desejo: oh!, oxalá!, tomara!, pudera!, queira Deus!, quem me dera!,
n) despedida: adeus!, até logo!, bai-bai!, tchau!
o) dor: ai!, ui!, ai de mim!
p) dúvida: hum! Hem!
q) cessação: basta!, para!
r) invocação: alô!, ô, olá!
s) espanto: uai!, hi!, ali!, ué!, ih!, oh!, poxa!, quê!, caramba!, nossa!, opa!, Virgem!, xi!, terremoto!, barrabás!, barbaridade!,
t) impaciência: arre!, hum!, puxa!, raios!
u) saudação: ave!, olá!, ora viva!, salve!, viva!, adeus!,
v) saudade: ah!, oh!
w) silêncio: psiu!, silêncio!, caluda!, psiu! (bem demorado), psit!
x) suspensão: alto!, alto lá!
y) terror: credo!, cruzes!, Jesus!, que medo!, uh!, ui!, fogo!, barbaridade!
z) interrogação: hei!…
A compreensão de uma interjeição depende da análise do contexto em que ela aparece. Quando a interjeição é expressa por mais de um vocábulo, recebe o nome de locução interjetiva. Ora bolas!, cruz credo!, puxa vida!, valha-me Deus!, se Deus quiser! Macacos me mordam!
A interjeição é considerada palavra-frase, caracterizando-se como uma estrutura à parte. Não desempenha função sintática.

Funcionamento da língua - relações entre palavras


Auto da Barca do Inferno - cena do sapateiro


Sapateiro (Joanatão)

Símbolos Cénicos:
- avental: simboliza a profissão
- carregado se formas de sapatos: simbolizam a sua profissão e vem carregado pelos seus pecados

Tipo:
- povo (artesão)

Argumentos de acusação:
- roubava
- enganava
- religião mal praticada

Argumentos de defesa: (práticas religiosas)
- rezava e ia à missa (o fidalgo usou a mesma defesa)
- fazia ofertas à igreja
- confessava-se e comungava
- fez todas as práticas religiosas

Crítica feita por Gil Vicente:
- forma superficial de como os católicos praticavam a religião
- julgavam que as rezas, missas, comunhões, tinham mais valor que praticar o bem

Desenlace:
- Inferno

domingo, 8 de novembro de 2009

teste de Avaliação - simulação


Prepara-te bem para o teste! Bom trabalho e boa sorte!

http://www.prof2000.pt/users/eddy/lp/gvicente2/gvicente2a.htm

Teste de Avaliação 1 - estrutura

O prometido é devido !

Cá vai a estrutura do teste:
  • 1ª parte: análise de uma das cenas trabalhadas nas aulas;
  • P.S.: Não te esqueças de ver os recursos expressivos e o processo de formação de palavras;
  • 2ª parte: respostas verdadeiras ou falsas sobre uma das cenas;
  • 3ª parte: escolha múltipla sobre a matéria dada (história do teatro; Gil Vicente; etc.).
Bom estudo!

Recursos estilísticos - actividades

Aplica os teus conhecimentos:
http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/lp/1.4.metafora.htm
Exercícios:http://aulaportuguesonline.no.sapo.pt/figurasestilo.htm
http://agsbmessines.sytes.net/web/passatempo/lpo/gra/figuras.htm
http://agsbmessines.sytes.net/web/passatempo/lpo/gra/figuras_exercicio.htm
http://www.navegar.com.pt/navegar2_quiz/port_3_ciclo/figuras_estilo.htm

Lista de recursos expressivos


Recursos expressivos / Figuras de Estilo ou Recursos estilísticos

Aliteração – Repetição de sons consonânticos.
Exemplo:
“Fogem fluindo à fina-flor dos fenos.” (Eugénio de Castro)
“Na messe, que enlourece, estremece a quermesse.” (Eugénio de Castro)

Assonância – Repetição de sons vocálicos.
Exemplo:
“Sino de Belém, pelos que inda vêm!
Sino de Belém bate bem-bem-bem.
Sino da Paixão, pelos que lá vão!
Sino da Paixão bate bão-bão-bão.”
(Manuel Bandeira, Poesia Completa e Prosa)

Onomatopeia – Conjunto de sons que reproduzem ruídos do mundo físico. Este conjunto de sons pode formar palavras com sentido (palavras onomatopaicas).
Exemplo:
“Bramindo o negro mar de longe brada.” (Camões)

Anáfora – Repetição de uma ou mais palavras no início de verso ou de período.
Exemplo:
“Toda a manhã/fui a flor/impaciente/por abrir. /Toda a manhã/fui ardor/do sol/no teu telhado. “ (Eugénio de Andrade)
“É brando o dia, brando o vento.
É brando o Sol e brando o céu.” (Fernando Pessoa)

Adjectivação ou dupla adjectivação– consiste na utilização de um ou mais adjectivos de forma a tornar o texto mais belo ou mais expressivo.
“O tigre é um mamífero carnívoro, robusto, elegante e muito feroz , cujo pêlo apresenta coloração com lindas listas transversais negras …”

Assíndeto – Supressão das partículas de ligação (vírgula, virgula,)
Exemplo:
“Quero perder-me neste Pisão, nesta Pereira, neste Desterro.” (Vitorino Nemésio)
“Eu hoje estou cruel, frenético, exigente.” (Cesário Verde)

Polissíndeto – Repetição dos elementos de ligação entre palavras.
Exemplo:
“Aqui e no pátio e na rua e no vapor e no comboio e no jardim e onde quer que nos encontremos.” (Sebastião da Gama)
“E crescer e saber e ser e haver
E perder e sofrer e ter terror.” (Vinicius de Morais)

Anástrofe – Inversão da ordem directa das palavras.
Exemplo:
“Tirar Inês ao mundo determina.” (Camões)

Hipérbato – Inversão violenta da ordem dos elementos na frase.
Exemplo:
“Casos/Duros que Adamastor contou futuros.” (Camões)
“Estas sentenças tais o velho honrado Vociferando estava.” (Camões)

Paralelismo ou simetria – Repetição do esquema ou construção da frase ou do verso.
Exemplo:
“Meu amor! Meu amante! Meu amigo!” (Florbela Espanca)
“E agora José? A festa acabou/a apagou/o povo sumiu/a noite esfriou/e agora José? E agora Joaquim? /Está sem mulher/está sem discurso/está sem caminho…” (Carlos Drummond de Andrade)
“Ondas do mar de Vigo,
Se vistes o meu amigo,
E ai Deus se virá cedo!
Ondas do mar levado,
Se vistes meu amado,
Ai Deus se virá cedo!” (Martim Codax)

Pleonasmo – Repetição de uma ideia já expressa.
Exemplo:
“Vi, claramente visto, o lume vivo.” (Camões)
“Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!” (Fernando Pessoa)

Quiasmo – Estrutura cruzada de quatro elementos, agrupados dois a dois. Assim, o segundo grupo apresenta os mesmos elementos do primeiro, mas invertendo a ordem (J.M. Castro Pinto).
Exemplo:
“Joana flores colhia/Joana colhia cuidado.” (Bernardim Ribeiro)
“Mais dura, mais cruel, mais rigorosa,
(…)
Mais rigoroso, mais cruel, mais duro.” (Jerónimo Baía)

Antítese – Apresentação de um contraste entre duas ideias ou coisas. Repare-se nesta sequência de antíteses:
Exemplo:
“Ganhe um momento o que perderam anos/Saiba morrer o que viver não soube!” (Bocage)
“Ali, àquela luz ténue e esbatida, ele exalava a sua paixão crescente e escondia o seu fato decadente.” (Eça de Queirós)
“O mito é o nada que é tudo.” (Fernando Pessoa)

Paradoxo – Um mesmo elemento produz efeitos opostos.
Exemplo:
“Que puderam tornar o fogo frio.”
Que saudade, gosto amargo.”

Apóstrofe ou Invocação – Interpelação a alguém ou a alguma coisa personificada.
Exemplo:
“Ó glória de mandar, ó vá cobiça/Desta vaidade a quem chamamos fama. ” (Camões)
“Bem puderas, ó Sol, da vista destes…” (Camões)
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!” (Fernando Pessoa)

Comparação – Consiste na relação de semelhança entre duas ideias ou coisas, através de uma palavra ou expressão comparativa ou de verbos a ela equivalentes (parecer, lembrar, assemelhar-se, sugerir).
Exemplo:
“O génio é humilde como a natureza.” (M. Torga)
“A rua […] parece um formigueiro agitado.” (Érico Veríssimo)
“Eu toco a solidão como uma pedra.” (Sophia de Mello Breyner Andresen)

Eufemismo – Dizer de uma forma suave uma ideia ou realidade desagradável.
Exemplo:
“…Só porque lá os velhos apanham de quando em quando uma folha de couve pelas hortas, fazem de nós uns Zés do Telhado!” (Aquilino Ribeiro)
"Tirar Inês ao mundo determina."(Camões)
"Vai pera a ilha perdida"(Gil Vicente)

Disfemismo – Dizer de forma violenta aquilo que poderia ser apresentada de uma forma mais suave.
Exemplo:
“Esticar o pernil.”
“ – Foi. Enfurecendo-se, estourou. É dos livros…
– Se não se tivesse zangado hoje…
– Estourava amanhã. Estava nas últimas… Deixa em paz a criatura.
Está começando a esta hora a apodrecer, não a perturbemos.” (Eça de Queirós)

Enumeração – Apresentação sucessiva de vários elementos.
Exemplo:
“Deu sinal a trombeta castelhana/Horrendo, fero, ingente e temeroso.” (Camões)

Gradação – Disposição dos termos por ordem progressiva no seio de uma enumeração. Pode ser crescente ou decrescente.
Exemplo:
“Duro, seco, estéril monte…” (Camões)
”O Chico Avelar é bom moço; mas o pai é tacanho, um bana bóia…! Tem medo de tudo; é um capacho debaixo dos pés de certos senhores da cidade. Quanto á fortuna de dona Carolina Amélia, […] bem sabes como aquilo estava: capitais espalhados, rendas em atraso, casas a cair…” (Vitorino Nemésio)

Hipálage – Atribuição a um ser ou coisa de uma qualidade ou acção logicamente pertencente a outro ser.
Exemplo:
“As tias faziam meias sonolentas.” (Eça de Queirós)
“Dá-me cá esses ossos honrados.” (Eça de Queirós)

Personificação – Atribuição de qualidades ou comportamentos humanos a seres que não o são.
Exemplo:
“Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal.” (Fernando Pessoa)
“Havia na minha rua/Uma árvore triste.” (Saúl Dias)
“Também, choram [as ondas] todo o dia, /Também se estão a queixar. /Também, á luz das estrelas, / toda a noite a suspirar!” (Antero de Quental)

Hipérbole – Ênfase resultante do exagero.
Exemplo:
“Se aquele mar foi criado num só dia, eu era capaz de o escoar numa só hora.” (Agustina Bessa - Luís)
Ela só viu as lágrimas em fio/que duns e doutros olhos derivadas/se acrescentaram em grande e largo rio.” (Camões)

Ironia – Figura que sugere o contrário do que se quer dizer.
Exemplo:
“Senhora de raro aviso e muito apontada em amanho da casa e ignorante mais que o necessário para ter juízo.” (Camilo Castelo Branco)
“A Câmara Municipal do Porto, com uma nobre solicitude pelo peixe, para quem parece ser uma extremosa mãe, e receando com um carinho assustado, que o peixe se constipasse […] construiu-lhe uma praça fechada.” (Eça de Queirós)
"Pera lá vai a senhora?" (Gil Vicente)

Metáfora – Comparação de dois termos, seguida de uma identificação.
Exemplo:
“A menina Vilaça, A loura, vestida de branco, simples, fresca, com o seu ar de gravura colorida.” (Eça de Queirós)

Sinédoque – Variante de metonímia, pela qual se exprime o todo pela parte ou vice-versa.
Exemplo:
“…a Ocidental praia Lusitana.” (Camões)
“…novo temor da Moura lança.” (Camões)

Sinestesia – Fusão de percepções relativas a dados sensoriais de sentidos diferentes.
Exemplo:
“Da luz, do bem, doce clarão irreal.” (Camilo Pessanha)
“…delicioso aroma selvagem.” (Almeida Garrett)
“Tinha um sorriso amargo.” (Eça de Queirós)

Rima – Repetição de sons (não de letras) no fim dos versos ou no seu interior.

Ritmo – Rápido, lento, melancólico, binário, ternário…

Métrica – Pode não ser indiferente o número de sílabas métricas (contadas até à última sílaba tónica). A métrica mais usada em Camões: redondilha maior e menor (versos de sete e cinco sílabas, respectivamente) e decassílabo (no soneto e n’Os Lusíadas).

Elipse – Omissão de uma palavra (um adjectivo, um verbo, etc.) que subentende.
Exemplo:
“Quero perder-me neste Pisão, nesta Pereira, neste Desterro.” (Vitorino Nemésio)
Equivalente a: Quero perder-me neste Pisão, [quero perder-me] nesta Pereira, [quero perder-me] neste Desterro.

Alegoria – Coisificação de um conceito abstracto: «o polvo» (=a hipocrisia e traição), no Sermão de Santo António (Pe. António Vieira), é uma alegoria.
Exemplo:
“…tão grande sandice é […] desprezar o estado das virtudes, e escolher o estado dos pecados, como seria se algum quisesse passar algum rio perigoso e tormentoso e achasse duas barcas: uma forte e segura e mui bem aparelhada, e em que raramente algum se perde, […] e outra velha, fraca, podre, rota em que todos se perdem, e alguns poucos se salvam”. (D.Duarte)

Animismo – Atribuição de vida a seres inanimados.
Exemplo:
“Plácida, a planície adormece, lavrada ainda de restos de calor.” (Virgílio Ferreira)

Imagem – Recurso a aspectos sensoriais para, a partir daí, provocar uma forte evocação afectiva (José M. de Castro Pinto).
Exemplo:
“Para os vales poderosamente cavados, desciam bandos de arvoredos, tão copados e redondos, de um verde tão moço, que eram como um musgo macio onde apetecia cair e rolar.” (Eça de Queirós)
“Um polvo de pânico desdobra-se pelos fios.” (José Gomes Ferreira)

Interrogação – Questão retórica, isto é, não visa uma resposta, antes procura dar ênfase e criar expectativa.
Exemplo:
“Sou por ele [retrato] possuído? /Ou ele me possui?” (Raul de Carvalho)

Metonímia – Emprego de um vocábulo por outro, com o qual estabelece uma relação de contiguidade (o continente pelo conteúdo; o lugar pelo produto, o autor pela sua obra, etc.).
Exemplo:
Tomar um copo (=um copo de vinho). Beber um Porto (=um cálice de vinho do Porto).
Ando a ler Eugénio de Andrade (=a obra de…)
[Os madeireiros] “trabalham nesta praça contra a clorofila.” (Carlos de Oliveira)
“O excomungado não tem queda para as letras.” (=estudo) (Aquilino Ribeiro)

Perífrase – Figura que consiste em dizer por muitas palavras o que poderia ser dito em algumas ou alguma.
Exemplo:
“Tenho estado doente. Primeiramente, estômago – e depois, um incómodo, um abcesso naquele sítio em que se levam os pontapés…” (Eça de Queirós)

Se quiseres mais informações, carrega neste link:
http://esjmlima.prof2000.pt/figuras_estilo/figuras_estilo.html

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Auto da Barca do Inferno - cena do Parvo


Parvo (Joanne)

Tipo:
- povo (uma pessoa pobre de espírito)

Não tem referência ao passado porque:
- não agiu com maldade
- não tem pecados

Símbolos cénicos:
- não traz porque os símbolos cénicos estão relacionados com a vida Terrena e os pecados cometidos
- o Parvo não tem qualquer tipo de pecados

Argumentos de defesa:
- Anjo: tudo o que fez foi sem maldade e é simples

O Parvo não usa qualquer tipo de argumento para convencer o Anjo a deixá-lo entrar no Paraíso porque:
- não teve tempo de dizer nada, a sua entrada naquela barca foi autorizada de imediato
- o Anjo deixa-o entrar porque tudo o que fez foi sem maldade

“Quem és tu? / Samica alguém”:
- revela a sua simplicidade
- a resposta está relacionada com o seu destino q é o Paraíso

Caracterização desta personagem:
- não traz símbolos cénicos com ele porque não tem qualquer tipo de pecados
- com simplicidade, ingenuidade e graça, auto-caracteriza-se ao Diabo como “tolo”
- queixa-se de ter morrido
- as suas atitudes ao longo da cena são descontraídas, o que irrita o Diabo que o quer na sua barca
- o Diabo é insultado por ele
- esses insultos revelam a sua pobreza de espírito
- apresenta-se ao Anjo com “Samica alguém” e este diz-lhe q entrará na sua barca, porque tudo o que fez foi sem maldade

A minha opinião sobre esta cena:
- tem uma intenção lúdica: fazendo divertir quem está a assistir a esta peça
- também tem uma intenção de crítica: dizendo q os parvos são pessoas pobres de espírito e não têm intenção de fazer mal
- ajuda muito na crítica e faz os cómicos

Desenlace:
- fica no caís e entra com os Quatro Cavaleiros.